Nota do COE sobre a situação pandêmica e a questão da retomada das atividades.

O modelo de distanciamento controlado através de bandeiras foi recentemente substituído pelo “Sistema 3As” no Rio Grande do Sul para gestão da pandemia de COVID-19 no estado. O novo sistema estabelece medidas de Aviso, Alerta e Ação para as 21 regiões do Estado do Rio Grande do Sul e aplica-se da seguinte maneira:

1) Técnicos do Grupo de Trabalho Saúde (GT Saúde), que compreende servidores do estado e especialistas de diversas áreas da Ciência e da Saúde, analisam diariamente os dados fornecidos pelas secretarias de saúde de cada município, através de seus boletins oficiais. Após a análise, os técnicos emitem um Aviso, que serve de sinalização de que houve uma tendência de estabilização ou de leve agravamento na pandemia em determinada região, mas que não traz consequências imediatas, ou um Alerta, que sinaliza uma tendência de grave piora no cenário da pandemia em determinada região.

2) Uma vez que um Alerta é emitido pelo GT Saúde, ele segue para uma segunda análise, de caráter político, feita pelo gabinete de crise do governo do Estado. O gabinete de Crise, comandado pelo governador Eduardo Leite e com participação de secretários de Estado, pode desconsiderar o sinal de alerta ou “oficializá-lo” e solicitar da região uma Ação.

3) Quando uma Ação é solicitada para uma determinada região, esta tem 48 horas para responder quais serão as medidas de contenção a serem implementadas, cuja decisão abrange os prefeitos dos municípios da região e será avaliada pelo governo do Estado para que seja aprovada ou não.

4) No caso da região não cumprir com as medidas de contenção, o governo do Estado poderá intervir, retomando o controle sanitário da região e adotando as medidas que julgar adequadas.

Monitoramento

Frente a isso, o COE irá monitorar diariamente o Sistema 3As, a curva epidemiológica da região metropolitana de Porto Alegre, o surgimento de variantes mais transmissíveis/letais e as hospitalizações em leitos hospitalares e ocupação em UTIs, além de observar as medidas de contenção com especial atenção ao município de Porto Alegre para analisar seu reflexo sobre as atividades acadêmicas.

Atualmente, o estado encontra-se em um momento de atenção, com reversão da tendência de queda dos indicadores mais precoces, como sintomas, atendimentos e  intermediários, como internações clínicas. Dessa forma, não se descarta um novo pico de incidência nas próximas semanas, dependendo do comportamento da sociedade como um todo.

Neste momento (20/05/2021), o COE vem reforçar as etapas definidas pelo CONSEPE quanto à retomada das atividades:

a) A UFCSPA segue com atividades de ensino teórico na modalidade de Educação a Distância Emergencial (EaD-Em), mas com possibilidade de gravação de aulas práticas por professores e técnicos, a serem realizadas a partir de 24/05/21 até o final do mês de junho (Fase I).

b) Após a finalização destas atividades, poderá haver a retomada de aulas práticas na UFCSPA relacionadas às disciplinas elencadas como prioritárias pelas coordenações dos cursos de graduação (Fase II), o que será comunicado com pelo menos 15 dias de antecedencia. Salienta-se que essas etapas somente serão realizadas se no momento de início da execução, as condições sanitárias, monitoradas através do Sistema 3As, em especial aquelas relacionadas ao Alerta, sejam favoráveis.

c) Atividades práticas que ocorrem fora do âmbito da UFCSPA dependerão das orientações específicas de cada local. Aquelas que já estavam aprovadas e vinham ocorrendo em novembro/ dezembro de 2020 podem ser retomadas quando o local de prática autorizar.

d) As atividades presenciais previstas nas Fases I e II, além de atividades de pesquisa monitoradas pelo Comitê Técnico de Biossegurança (CTBio) e pela Pró-Reitoria de Pesquisa e Pró-Graduação, e as situações específicas já avaliadas e autorizadas, bem como aquelas dos programas e projetos extensionistas de caráter presencial, seguem as orientações anteriores e podem ser retomadas se já liberadas pelo COE.

e) O COE reforça que as demais atividades presenciais como permanência de docentes, discentes e técnicos administrativos nos departamentos, laboratórios e demais dependências não estão liberadas.

f) O retorno presencial de servidores e discentes estará condicionado a realização do Curso de Biossegurança, oferecido pelo CTBio em modalidade virtual. Os interessados devem enviar e-mail para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

g) O COE solicita a todos que já tomaram a vacina contra a COVID-19 que preenchem o formulário neste link.

h) Salienta-se a necessidade de observância rigorosa das medidas de monitoramento dos sintomas e a comunicação pelo SEI de qualquer situação de exposição de casos suspeitos sintomáticos, confirmados de COVID-19 ou contactantes.

COE alerta para manutenção dos protocolos gerais obrigatórios

O COE também ressalta que, embora a vacinação da COVID-19 tenha iniciado, ela vem ocorrendo de forma lenta em virtude da restrição de doses disponíveis. Estamos trabalhando junto ao Complexo Hospitalar Santa Casa e a Secretaria Municipal de Saúde para que os alunos em estágios curriculares e os docentes que acompanham presencialmente estes estágios possam ser vacinados. Todavia, a vacinação, mesmo após a segunda dose, não significa que os cuidados devam ser desconsiderados, pois ela não elimina completamente o risco de infecção e transmissão, mas reduz os sintomas da COVID-19 e, portanto, diminui a gravidade da doença. Assim, cuidados como o uso de máscara adequada e bem ajustada, higienização constante das mãos, distanciamento físico e ventilação de ambientes continuam fundamentais. O mesmo deve ser observado para os indivíduos que já tiveram COVID-19.

Recomendação de vacina contra a gripe

Com a chegada do inverno, o número de casos de SRAG associada a outros vírus respiratórios também tende a aumentar no Estado. Neste sentido, os vírus influenza A e influenza B podem causar quadros graves de gripe, portanto o COE recomenda a vacina contra a gripe. Vale lembrar também que a vacina contra a gripe não protege contra a COVID-19, e a vacina contra a COVID-19 não protege contra a gripe; além disso, é importante respeitar o intervalo mínimo de 2 semanas entre uma vacina e outra.

Considerações

Finalmente, gostaríamos de agradecer a todos os membros da nossa comunidade e os demais profissionais de saúde pelo empenho e dedicação com que têm enfrentado esta pandemia, mesmo após mais de um ano de seu decurso.

Todos estamos cansados, porém, como cidadãos, temos o dever de enfrentar este momento com responsabilidade e não contribuir para que aumentem os casos e ocorra o colapso do sistema de saúde. Assim, o COE reafirma a importância da prevalência de atividades à distância e da difusão de informações corretas, alertando a população sobre a situação da pandemia e sobre a necessidade de redução da mobilidade o máximo possível para que possamos reduzir ao máximo a transmissão do vírus e novas contaminações.

Dúvidas podem ser esclarecidas através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Porto Alegre, 20 de maio de 2021.