Considerando a propagação da variante Delta do SARS-CoV-2 no Estado do Rio Grande do Sul, o COE-UFCSPA reforça a importância da manutenção das medidas de prevenção de transmissão do coronavírus, incluindo o uso correto de máscara em todos os ambientes, a ventilação dos ambientes, o distanciamento físico e os protocolos de higienização. Além disso, a vacinação contra a COVID-19 e, também, contra a gripe, são extremamente importantes. Para tanto, contamos com o compromisso e a responsabilidade de cada membro da comunidade universitária.
O COE está atento à situação dinâmica da curva epidemiológica da COVID-19 no Estado, a qual tem sido monitorada pelo “Sistema 3As” (Aviso, Alerta, Ação) adotado pelo Governo Estadual para gestão da pandemia. Assim, o COE informa que, dependendo da situação, será necessário redefinir as estratégias institucionais, não apenas para cumprir com as recomendações do Governo, como, principalmente, preservar a saúde de todos.
Alguns aspectos relacionados à variante Delta devem ser considerados:
- a variante Delta é altamente transmissível – um estudo recente indica que a variante Delta é bem mais contagiosa do que a cepa original do vírus, com uma carga viral 1.260 vezes maior que a do vírus original;
- pessoas totalmente vacinadas podem ser infectadas com a variante Delta (há dados que revelam que 75% dos infectados com a Delta estavam totalmente vacinados [CDC]);
- pessoas totalmente vacinadas infectadas pela variante Delta podem transmitir o vírus para outros indivíduos;
- até final de agosto, 227 casos de COVID-19 no RS foram confirmados como sendo da variante Delta;
- a variante Delta do SARS-CoV-2 é a mais recente ameaça à saúde pública no mundo e já apresenta transmissão comunitária no RS;
- o limiar para imunidade populacional é de em torno de 60% a 70% para a variante original, 80% para as variantes Alfa e Gama, e estima-se que seja acima de 90% para a variante Delta;
- o aumento significativo dos casos e hospitalizações por COVID-19 em diversos países está associado à ampla circulação da variante Delta, inclusive em países que estão com uma cobertura vacinal mais adiantada em relação ao nosso estado e país;
- os sintomas iniciais das pessoas infectadas pela variante Delta se assemelham ao resfriado comum, de modo que essas pessoas, em particular as mais jovens, continuam saindo e se encontrando em grupos e, assim, transmitem o vírus ao seu redor.
Esses aspectos devem ser considerados por colocarem em risco a saúde de todos. Ademais, há o risco de saturação dos sistemas de saúde devido à linhagem Delta.
Desta forma, o COE recomenda:
a) manter as medidas preventivas, tais como o uso correto de máscara, distanciamento, higienização das mãos e ambientes ventilados;
b) realizar vacinação contra a COVID-19 e contra a gripe;
c) manter os cuidados em ambientes de trabalho, em virtude do retorno presencial de algumas atividades na UFCSPA e demais locais de atividade prática;
d) que todos se comprometam para que as medidas de prevenção sejam seguidas, através de comunicação efetiva com e entre membros da UFCSPA.
Referências
- Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Sistema 3As de Monitoramento.
- CDC/USA, SARS-CoV-2 Variant Classifications and Definitions. 2021
- Public Health England: Investigation of SARS-CoV-2 variants of concern: technical briefings. 2021.
- WHO UN: Delta variant, a warning the COVID-19 virus is getting ‘fitter and faster’, 2021.
- Gov UK: Vaccines highly effective against hospitalization from Delta variant.





