A todas as autoridades já nominadas e aos conselheiros, a quem agradeço imensamente a prestigiosa presença
A todos que assistem no Youtube
Aos nossos queridos provedor, decano e vice-reitora
A participação de vocês constrói uma força amorosa que nos impulsiona

Hoje quero falar de coração.
Não se preocupem porque não vai ser uma aula de cardiologia.
Vai ser mais sobre coraçõezinhos mesmo.

Meus pais se conheceram em um baile da reitoria. Em 2017, tomei posse em Brasília no dia do aniversário da UFCSPA e tomei posse na UFCSPA no dia do meu aniversário. Hoje, 4 anos depois, novamente ganho de presente desta comunidade a honra de trabalhar por ela, pela educação, pela ciência e pela saúde.

Acredito que estava no meu destino ter uma universidade no coração.

Tínhamos muitos projetos, como mostrou a Jenifer, mas um dos principais era cuidar e construir um ambiente onde as pessoas sentissem pertencimento, sentissem que estavam construindo juntas uma universidade.

Pensamos: esse é um resultado intangível. E é mais importante do que indicadores de excelência. Vamos assumir o risco de perder algumas posições nos rankings, mas vamos cuidar primeiro das pessoas e de coisas importantes de fazer, mas difíceis de medir.

Difícil de medir, mas possível de sentir.
E sentir é algo que se faz com o coração.

Mas, incrivelmente, quando se coloca o coração nas coisas, o resto flui como em um sistema circulatório saudável e capilariza. A ciência da gestão mais contemporânea mostra que cuidar das pessoas primeiro dá inclusive mais resultados (e é o mesmo princípio pelo qual cuidar da vida primeiro é melhor também para a economia). Na ciência, pensar diferente é um requisito. Por isso, quanto mais diversa for uma equipe, melhor. Se ela tiver mulheres, negras, negros, pessoas de diferentes escolhas, amores, posições, origens e crenças, melhor vai ser. Na gestão, é a mesma coisa. Considerar outras perspectivas sempre traz crescimento.

Começamos a subir cada vez mais nos indicadores, recuperamos nossa posição de melhor graduação, entramos nos rankings internacionais, como mostrou a Jenifer, mas, acima de tudo, ganhamos muito reconhecimento da sociedade como a universidade da saúde, a universidade acolhedora, a universidade que contribui, que sonha.

E isso tudo feito pelas pessoas da UFCSPA, não por nós. Por Lucia, Jenifer e você.
Como disse Guimaraes Rosa:

a vida é mutirão de todos,
por todos remexida e temperada.
O mais importante e bonito, do mundo, é isto:
que as pessoas não estão sempre iguais,
ainda não foram terminadas,
mas que elas vão sempre mudando. 

E é um projeto que não termina nunca, porque há sempre a melhorar, há muito a aprender. A universidade é dinâmica e a cada ano o nosso coração se expande para acolher novos integrantes, e muitas pessoas que moram no nosso coração saem para ganhar o mundo. E a cada ciclo cardíaco, precisamos aprender e reaprender, ressignificar e repensar.

Até saber de cor (que significa saber com o coração) que a vida é assim, cheia de recomeços. Se entendermos que o que importa é a caminhada, fica bem mais fácil seguir.

A ciência nos ensina humildade. De mudar de ideia, de olhar as coisas por vários ângulos, de pensar diferente para mudar os resultados.

O coração se contrai na sístole e se expande na diástole, e assim alimenta a vida.
E a vida é alegre e triste, é fácil e difícil, é bonita e apavorante.

A vida é inclusiva, se expande, a vida é soma.
(e por isso a universidade sempre vai acolher todas as formas de amar e pensar)
A vida também é triste ao mesmo tempo, é difícil e “requer da gente coragem” como diz Guimarães Rosa. Coragem significa agir com o coração.

E é por isso que celebramos hoje, porque temos muitos motivos para celebrar: a força desta comunidade, a resiliência, a inteligência, a ciência que busca soluções e produz vacinas em tempo recorde, o SUS, o trabalho de todos nós, servidores públicos e estudantes, sociedade e universidade. Contra a pandemia, a UFCSPA está sendo absolutamente incrível.

E precisamos defender os valores que nos são mais próximos ao coração, e não desistir de mudar o mundo, mesmo quando tudo parece tão triste e tão difícil. Temos também muitos motivos para chorar hoje: as mais de 400.000 mortes, as injustiças, a ignorância, a incompreensão, a separação.

Mas a ignorância é uma forma de mostrar o quanto a Educação é importante.
A morte é uma forma de nos mostrar o quanto a vida é importante.

E por isso, mesmo tristes, sabemos que este exato momento também é digno de ser celebrado.
Porque estamos aqui, estamos aprendendo, estamos combatendo um vírus e escolhemos não nos omitir. Parece que é muito pouco, mas não é. Em tempos difíceis, só atravessar isso tudo já está bom. Não é preciso se cobrar coisas incríveis, apenas ficar firme na tempestade, iluminar o pedacinho que der já é uma revolução.
Porque às vezes parece que não, mas o mundo muda por nossa causa.
E, pessoas que mudam o mundo, como temos a agradecer a vocês.
A cada um e cada uma.
A cada pessoa que fez e faz parte da nossa história, nossas mestras e mestres, colegas, alunas e alunos, a cada pessoa que torceu, apoiou, vibrou, trabalhou, iluminou, criou, deu exemplo.

Um agradecimento do fundo do coração à equipe incrível que, com sua diversidade, força, inteligência e competência, com muita dedicação e amor, foram um grande presente que a UFCSPA nos deu. Jenifer, a parceira maravilhosa, mulher incrível, que tanto admiro. Isa, Débora, Márcia RC e Marcia G, Ana, Alessandra, Leandro, Magno, Joao, Isalete, Miriam, Márcia V, Fábio, a todas as equipes das pró-reitorias, setores, coordenações, chefias, ao CONSUN e CONSEPE, a cada uma e cada um que trouxe sua força e seu amor para essa equação. Boas vindas à Dinara, à Mônica e a todos que se juntam (na verdade, já pertenciam) a esse desafio.

A todos os voluntários, servidores e estudantes e membros externos, que trabalharam em pesquisa, extensão e assistência desde o início da pandemia, com coragem e dedicação.

Ao nosso COE, a todos os professores que se dedicaram a aprender para poder se adaptar, aos que estão na linha de frente,

A todas e todos que estão salvando vidas de muitas formas, se cuidando e cuidando do próximo.

Aos nossos parceiros, que são tantos.

À Santa Casa de misericórdia - misericórdia é formada pela junção de miserere (ter compaixão), e cordis (coração). "Ter compaixão do coração", significa ter capacidade de sentir aquilo que a outra pessoa sente, aproximar seus sentimentos dos sentimentos de alguém, ser solidário com as pessoas. Nas pessoas do provedor, dr julia, dr luchese e dr kalil, agradeço à toda a equipe diretiva e corpo funcional da santa casa

Ao Instituto de Cardiologia, especialista em... coração, onde estão tantos amigos e mestres, à SES; SMS, SECRETARIA DE
INOVAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA, HPV; POLICLINICA MILITAR, GHC, HCPA E A TODAS AS ENTIDADES AQUI REPRESENTADAS.

A ADUFRGS; ASSUFRGS E AO DCE , TAMBÉM POR ABRAÇAR A IDEIA DAS TRUE NEWS

As queridas amigas reitoras, as ANDIVAS, que são uma fonte de inspiração e força, aos amigos reitores, ex-reitores e vices que estão aqui e são parceiros em tantos desafios. Aos colegas de comitês científicos, conselhos de especialistas, colegas de jornada e de ideais.

A tantos amigos queridos, alguns de infância, outros que fomos tendo o privilégio de ganhar nesses tempos, a turma do IE, a todos os colegas, a los 4 amigos, a turma de cranley gardens e arredores, à sala precisa, a turma das Mídias, condomínio nova esperança, aos jardineiros, às Valquírias, ao sol de si, às conversas de sábados, a todo mundo que sonha junto.

Como comecei com a história dos meus pais, quero agradecer aqui por terem nos ensinado a o valor da educação, por sempre nos incentivarem e acreditarem em nós. Eu tenho o privilegio de ter uma família muito amada e muito inspiradora, construída por vocês a partir das histórias de mulheres e homens fortes e amorosos, e que se continua em nós, eu e manos, na Marina, no Guigo e na Cacá. Obrigada minha filha parceira de todos os momentos, família amada, Otto, tias e tios, primas e primos.
O escritor angolano José Eduardo Agualusa escreveu esta semana:

“Vale sempre lembrar que, se o absurdo é contagioso, a lucidez também; se o medo é contagioso, a coragem também; se a estupidez é contagiosa, a inteligência também.”

E eu acrescento: o amor é mais contagioso ainda
O amor pode se espalhar mais rápido do que o vírus, se a gente deixar.

Então, sim, fizemos muitos coraçõezinhos nesses anos, e continuaremos fazendo muitos mais.
Porque, para mim, coraçõeszinhos são símbolos de força, de vida que pulsa, de vida que não se conforma, de amor, que é a maior força do universo.

Teremos anos muito difíceis pela frente
Mas estaremos juntos.

Inclusive, teremos uma disciplina eletiva, em 2021, organizada pela professoara Ana Godoy e ministrada por muitas pessoas queridas, justamente sobre AMOR.

Preparem-se!
Amanhã será pleno

Amor vincit omnia.
O amor vence tudo.

 


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